sexta-feira, 29 de julho de 2011

Sobre Educação

Outro dia recebi um e-mail sobre a educação, e fala principalmente como anda a educação de São Paulo, mas a educação é um problema nacional e se enquadra direitinho aqui em Pernambuco, resolvi então compartilhar nesse BLOG. Confiram:
Outro dia, folheando a revista Veja num consultório médico, li uma reportagem bastante interessante que mostrava, com estatísticas, que as crianças de origem asiática, que vivem no Brasil, apresentam um desempenho escolar superior ao dos estudantes brasileiros.
O texto explicava que, nas classes onde elas são maioria, o silêncio e a atenção são uma constante.
Ouve-se claramente  a voz do professor explicando a matéria.
Dizia também que essas crianças dedicam nove horas diárias ao estudo (cinco na escola e quatro em casa) enquanto que as nossas, apenas cinco (as da escola).
Quando chegam em casa, essas crianças  pegam seus cadernos, livros e estudam. Fazem os deveres de casa que o professor passa, lêem, treinam equações matemáticas etc.
Enquanto os brasileirinhos, em sua  maioria,  vagueiam pelas ruas empinando pipa ou jogando bola. Com isso, os asiáticos do nosso país estão conseguindo os melhores postos de trabalho (que são justamente aqueles que exigem maior qualificação e preparo)
Em empresas com ótima remuneração, assistência médico-hospitalar e condições de ascensão profissional.
E tudo isso me fez lembrar de uma menina brasileira que morava no Japão e veio visitar os parentes que ficaram aqui.
A tia dela era Orientadora na escola onde lecionávamos.
Certo dia estávamos em nossas classes, tentando dar aula e explicar a matéria para  os alunos  que, como sempre, só conversavam e brincavam de costas para a lousa...
Mas a menina ficou aterrorizada com a gritaria dos nossos alunos e preferiu resolver a prova na biblioteca, alegando que não conseguiria concentrar-se com aquela bagunça ...
Perguntamos então o que acontecia, na escola dela, com os alunos que só queriam brincar, não estudavam e não respeitavam o professor em sala de aula.
Ela disse que eles eram castigados.
Perguntamos então qual era o tal castigo.
E sabem o que ela respondeu????
Que não sabia, porque na classe dela nunca havia visto um aluno conversar durante as explicações ou desrespeitar seu  professor....
Perceberam a diferença?
Nas escolas públicas, as salas de aula são superlotadas, com até 45 alunos por classe.
Para esse auditório, o professor  tem que ensinar:
-o conteúdo das disciplinas (Matemática, Português História, Geografia, Ciências)
 + cidadania+ valores + educação sexual + higiene +saúde + ética + pluralidade cultural.
Deverá também funcionar como psicólogo, assistente social, orientador educacional e orientador pedagógico,  desempenhando também todos os deveres familiares que a sociedade resolver  transferir para a escola.
Nossos alunos dizem que as aulas são chatas e alegam que não gostam de ler que ler não é divertido....
que jogar bola e empinar pipa é melhor...
E todos logo gritam em coro:
- Culpa dos professores que não dão uma aula divertida e atraente para as crianças.
O Governo, através das  Secretarias Estaduais de Educação , surge em cena alegando que o aluno que temos é assim mesmo e que os professores precisam aprender a ensinar...
Rotula o magistério oficial como “professores nota zero”
O que eles querem esconder é que temos em classe crianças ( filhos de eleitores) que recebem o livro didático, cadernos e até mochilas mas “esquecem” em casa para ficar brincando durante a aula...
Crianças que não fazem lição de casa, não estudam e nem sequer prestam atenção as explicações do professor em classe.
Para agradar os pais eleitores, a Secretaria da Educação encaminha os professores para cursos de “capacitação”, alegando que eles não têm mais capacidade para ensinar.
Contratam firmas para dar esses cursos que segundo eles, tem o poder de transformar  “profissionais  despreparados”   em professores criativos,  prontos para  dar uma aula eficaz, envolvente, estimulante  e,  ao mesmo tempo, divertida , capaz de fazer  com que os alunos gostem mais da escola do que das partidas de futebol, mais de leitura do que  dos jogos no computador....
É claro que esse discurso de responsabilizar o professor e varrer a sujeira pra baixo do tapete não vai levar a  Educação a lugar nenhum.
Mas serve perfeitamente para justificar,  junto a opinião pública, os baixos salários pagos aos profissionais do Estado, principalmente  de São Paulo que mais arrecada impostos no País.
Imagine que você está doente, vai ao médico e ele prescreve determinado remédio.
Você não  toma o medicamento, não faz a sua parte e culpa o médico por não melhorar,..
Assim acontece nas escolas públicas: o professor ensina e os alunos não prestam atenção, não estudam, não fazem os deveres de casa , como nossos amiguinhos asiáticos.
Daí vem o governo e culpa o professor  pelo mau desempenho dos “estudantes”.
Para  justificar mais uma vez a falta de reajustes e os baixos salários  o Governo implantou um sistema de avaliação.
Os professores recebem um bônus por produtividade, uma vez por ano,
 se os alunos estudarem
 se os alunos não faltarem;
se os alunos não se evadirem;
se os alunos ...
E, como o aluno não quer saber de nada, estamos sem reajustes salariais adequados a um bom tempo.

porque o aproveitamento dos alunos não se alterou
E assim por diante!
Sem contar que, nesse sistema de bonificação por produtividade, os aposentados, por não terem mais alunos, são castigados e estão sem reajuste há anos (desde que se  passou a avaliar professores pelo desempenho dos alunos...)
Ninguém quer sugerir aos eleitores a receitinha  das crianças asiáticas:
 - fazer a lição de casa.
estudar,
- empenhar-se,
- dedicar-se.
Enfim, fazer sua parte!
A verdade é que o educador deixou de ser  modelo para os jovens:
ganhamos mal, nos vestimos mal e somos alvo constante da crítica social .
Hoje, modelo para os jovens, são os milionários jogadores de futebol, pagodeiros e outros mais que prefiro nem relacionar aqui...
Vamos combinar, não dá para falar em Educação de Qualidade enquanto o profissional da educação for  sistematicamente desvalorizado , tratado  pelo governo, pelas famílias e pela mídia em geral como um inimigo público, um vagabundo etc.
Nessas condições , que aluno vai querer ouvir o que uma pessoa  assim tem a dizer?
Pedimos a todos que repassem esta mensagem para sua lista de contatos.
Não temos voz na mídia e precisamos da internet para que a população saiba o que acontece nas escolas brasileiras.

Fonte: Autor desconhecido.


2 comentários:

  1. Realmente, a frase que diz que são os alunos quem faz a escola resume esse texto. É triste observarmos esse descaso com os professores que estudam tanto a área de seu interesso, passando por problemas inclusive com o objetivo de dar aula e depois, vem o choque de encontrar alunos tão desrespeitosos.

    odiarioeducacional.blogspot.com

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  2. parabens pelo texto belissimo porem o mundo é quem esta fazendo isso
    a midia esta ai elas tem suas vantagens mas tambem suas desvantagens os alunos não querem saber de trabalho, educação,e tantas outros valores se tem uma vida mais facil para eles um bom exemplo é um jogador de futebol nem todos estuda e é um bom jogador lembrando nem todos tem um o DOM porem o bom é valorizar o que temos para um dia ser vallorizado

    O GOVERNO é um grande incentivador para os alunos não querer ter tanto trabalho na sala pois eles fizeram o projeto para dar um computador a cada aluno de alguns municipios e os ooutros so fica na vontade, só tem estas cidades que so paga imposto??????NÃO. Então alguns alunos se reclamar por não ser valorizado e depois colocar a culpá nos professores errado a culpa é do governo nos pagamos impostos de tudo sera que eles não tem dinheiro para dar um computador para cada aluno? acho que não com tantos desvios de dinheiro fica dificil responder. então porque eles não procura incentivo para os alunos só sabe reclamar.

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