quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mais que um dilema matemático... Como realmente ajudar seus alunos a aprender Matemática?



Nos últimos tempos, existiram algumas tentativas de mudanças no ensino da Matemática, porém mudanças substanciais não ocorreram. Por esse motivo, a Matemática continua sendo vista como um dos maiores problemas do currículo escolar.
O que será que acontece nas escolas que a maior parte dos alunos lida bem com a Matemática desde a Educação Infantil até, aproximadamente, a 3ª série do Ensino Fundamental e daí para frente passa a odiar essa disciplina? Por que grande parte dos alunos chega ao Ensino Médio com muita dificuldade para usar algoritmos e conceitos estudados nas séries anteriores?
Percebemos que isso se dá em função da atitude de grande parte dos professores que vêem a Matemática como uma ciência pronta e acabada, perfeita e imutável. Essa visão cria dois grandes problemas.
O primeiro é que o professor julga ser o detentor do saber dos conteúdos matemáticos e deseja transmiti-los aos alunos para que passivamente se amoldem aos novos conhecimentos.
O segundo é que o professor passa a idéia de que uma ciência tão perfeita só pode ser aprendida por pessoas privilegiadas, pois os seus conteúdos são tão abstratos que nem todos podem entendê-los.
O professor deve mudar sua forma de ver e ensinar, pois tudo isso é contrário ao que os grandes estudiosos da educação já vêm falando há algum tempo. Muitos estudiosos se preocuparam e se preocupam até hoje em saber de que forma o conhecimento se origina e evolui.
Por exemplo, Jean Piaget diz que as estruturas do pensamento são adquiridas pela ação do sujeito sobre o meio, portanto cabe ao professor criar condições para a construção progressiva dessas estruturas através de atividades que envolvam experimentação, reflexão e descobertas.

A matemática tem que ser percebida pelo aluno como parte de sua vida.
Moacir Gadotti, no seu livro Educação e Compromisso, diz que o saber tem um preço. O conhecimento novo é resultado de um longo processo em constante construção nos indivíduos.
Dione Lucchesi de Carvalho, no seu livro Metodologia do Ensino da Matemática, diz que “a sala de aula não é o ponto de encontro de alunos totalmente ignorantes com o professor totalmente sábio, e sim um local onde interagem alunos com conhecimento do senso comum, que almejam a aquisição de conhecimentos sistematizados, e um professor cuja competência está em medir o acesso do aluno a tais conhecimentos”.
Interação, essa é a palavra!
Cada aluno tem a capacidade de processar as informações de uma mesma realidade, criando significados próprios e construindo o seu próprio conhecimento. Para que isso ocorra, o professor deve adotar uma linguagem simples, clara e objetiva, evitando assim o desinteresse do aluno. Contextualizando sempre de forma bem prática a aprendizagem. Interagindo com esses alunos.
Um bom professor deve ter amplos conhecimentos da disciplina que ensina, ser competente, ter entusiasmo, ser comunicativo e envolver seus alunos. Para isso, deve utilizar diversas técnicas que desenvolvam o raciocínio lógico de seus alunos.
Não estou querendo dizer que seja fácil, mas é nossa função enquanto educadores, despertar o interesse dos nossos alunos e fazê-los aprender. Cabe ao professor não apenas conhecer, mas, sobretudo dominar os métodos e técnicas de ensino, para assim promover os caminhos de aprendizagem que seus alunos irão trilhar.

Fonte: www.planetaeducacao.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário