domingo, 26 de agosto de 2012

É possível ganhar na loteria com a ajuda da matemática?


Joan R. Ginther, 63 anos, é considerada por muitos como a mulher mais sortuda do mundo. Sabem por quê? A americana já ganhou quatro vezes na loteria. Contudo, isso não é apenas questão de sorte... Joan é uma ex-professora de matemática com PhD, nível semelhante ao pós-doutorado em estatística pela Universidade de Stanford, segundo reportagem publicada pela Harper''s Magazine.

A sortuda vive em Las Vegas, no entanto, todos os seus prêmios foram conquistados no Texas; entre eles, três raspadinhas foram compradas no mesmo mercado. De acordo com a reportagem, Joan usou seu conhecimento em estatística para adivinhar o algoritmo que determina os locais para os quais bilhetes ganhadores são enviados. A partir disso, se tornou uma tarefa simples determinar o melhor momento para comprar os bilhetes. Contudo, o professor de matemática, Vanderley Cornatione, também dá a sua opinião: - Não acredito que isso seja possível. Para mim, isso é fraude, ou sorte.

Os moradores da cidade de Bishop não desconfiam de qualquer tipo de manipulação; eles realmente acreditam que a sorte de Joan é um feito abençoado. A Comissão de Loterias do Texas tem a mesma opinião, afirmando que a ganhadora possui sorte incomum. Contudo, não há qualquer suspeita de fraude.



Outro caso é do consultor estatístico canadense Mohan Srivastava, que declarou a uma revista sobre a suspeita dos cartões premiados não serem distribuídos aleatoriamente; já que possuem uma seção visível com números entre 1 e 39 e outra, onde os números escondidos podem coincidir com os visíveis. A crença dele era de que os resultados eram gerados a partir de "números pseudo-aleatórios".

Resumindo, ele aprendeu a prever quais os bilhetes de loteria eram os premiados, estudando os cartões. Desse modo, descobriu que bilhetes com determinados números aparecendo apenas uma vez eram quase sempre premiados. Sabem o que ele fez? Comprou dezenas de bilhetes de loteria, escolheu os vencedores e vendeu o restante. De 20 bilhetes que ele considerava premiados, 19 eram.

Outro matemático também usou a teoria da pseudo-aleatoriedade e ganhou cerca de 20 milhões de dólares. No entanto, técnicas que produzem sequências realmente aleatórias, como a seleção de bolas, eliminariam essas suscetibilidades.

De acordo com Vanderley Cornatione, óbvio que é possível ganhar na loteria, aplicando cálculos matemáticos. Porém, confira no exemplo a seguir como isso seria possível:

Ex: Na Mega-Sena, maior loteria do Brasil, é possível obter 50.063.860 combinações de seis números, escolhidos entre 1 e 60. Deste total, só um resultado é válido; ou seja, a probabilidade de acertar é de 1 em 50.063.860. Você teria que fazer 50.063.860 jogos diferentes para ter certeza de ganhar. Contudo, você gastaria muito mais para fechar todas as possibilidades do que ganharia de prêmio.


Fonte:
http://www.sorteonline.com.br/noticias/e+possivel+ganhar+na+loteria+com+a+ajuda+da+matematica+444.htm 

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