segunda-feira, 24 de março de 2014

Papel de Desenho (Retângulo de ouro)


Um pouco de história
O papel  foi inventado na China em 105 A.C.. A maioria dos historiadores atribui a Ts’ai Lun da China, ministro de obras públicas do imperador Ho-Ti, o feito de ter criado o papel. Para a fabricação do papel utilizou a camada interna da casca da amoreira misturada a trapos, cânhamo e velhas redes de pescaria. Estes materiais foram reduzidos a fibras que, trituradas e emaranhadas, transformaram-se em uma folha.
Naquela época o processo de fabricar papel consistia em bater os materiais até obter uma mistura pastosa, que era colocada em um  recipiente e diluída em água. No fundo do recipiente era colocado um molde raso e poroso e quando este era retirado a água escoava pelo fundo, deixando uma camada de fibras. Ao secar, esta camada de fibras formava uma folha de papel.
Apenas cem anos mais tarde o papel se tornaria conhecido por outros povos, mantendo a China o monopólio de sua fabricação. No ano 610, provavelmente, no inverno foi levado à Coréia, e de lá ao Japão. No inicio do século VIII, os árabes invadiram a China, e descobriram o segredo da manufatura do papel. Os Árabes foram os primeiros a introduzir as oficinas de papel no ocidente. Em 1150, os Árabes estabeleceram as fábricas de papel na Espanha Toledo e Valença, que abasteceram por muitos anos os países da Europa.
Durante centenas de anos,o papel era produzido à mão a partir de pasta de trapos. A França, no Herault (1189), deu início a sua própria fabricação. Na Itália (1273), Fabriano e Bolonha fundaram suas primeiras manufaturas, sendo instituída em Fabriano (1293) a maneira de identificar o papel por meio da marca d’água. Assim, o invento do papel e o processo da fabricação foram levados à Suíça (1275), Alemanha (1320), Portugal (1411), Inglaterra (1490), México (1575), Estados Unidos (1690) e Brasil (1811).
Em 1928, o artista plástico Dard Hunter instalou um engenho em Connecticut, a fim de confeccionar papel artesanal em pequena escala, e sua intensiva pesquisa influenciou a maioria de todo o nosso material de consulta. Ele viajou pelo mundo juntando uma enorme coleção de equipamentos para confecção de papel artesanal, e amostra de papéis, que hoje encontram-se no museu e Biblioteca Dard Hunter, no Institute of Paper Chemistry em Appletown, Winsconsin.
No Brasil  foi construída a primeira fábrica de papel em 1809/1810, em Andaraí pequeno,RJ.
Tipos de Fibra do Papel
  • Fibras de folhas – a indústria têxtil e a cordelaria usam os fios tirados das folhas de certos vegetais por raspagem manual ou mecânica. Exemplos de fibras de folhas: sisal, pita, yuca, gramíneas (trigo, arroz, aveia, centeio, cevada, etc.), caroá, espada de São Jorge entre outras.
  • Fibras de Fruto – a fibra do algodão é usada na maioria dos papéis de trapo. Seu fruto contém as sementes que produzem os pêlos. Os melhores papéis para desenho, são feitos do trapo de algodão, por serem quase que celulose pura.
Textura do Papel
Podemos considerar como textura, tanto o aspecto da superfície do papel (lisos, texturados, telados, calandrados, etc.), quanto ao seu grau de rigidez. Cada tipo de desenho, dependendo da técnica e material utilizado, pode necessitar de uma textura diferente.
Densidade do Papel
Segundo o padrão ISO, a grossura e densidade de um papel é expressa em gramas por metro quadrado (g/m²), unidade batizada de gramatura e padronizada na norma ISO 536. Gramaturas comuns no dia-a-dia são 75g/m² e 90g/m².
A Escolha do Papel
Quanto mais alta a gramatura, mais grosse mais resistente o papel. O papel de grão fino permite diferentes gradações e grissês; O pappel de grão grosso é mais rugoso e confere um efeito de traços descontínuos; Os papéis de grão médio proporcionam um meio termo entre os dois efeitos. Cada material pede um tipo  determinado de papel:
  • Para trabalhos contornados com caneta fina é indicado um papel de grão superfino ou fino, para que o traço da caneta seja contínuo e limpo.
  • Para trabalhos com grafite com técnicas de fusões e esfumados, o ideal é um papel de grão fino ou médio, com textura lisa. Estes também são indicados para desenhos trabalhados com lápis de cor. Um exemplo comum é o papel 60 kg.
  • Para técnicas de carvão e pastel são indicados os papéis de grão médio, pois são melhores para reter as partículas do carvão e do pastel. Um exemplo é o papel vergê.
  • Trabalhos com técnicas aguadas é aconselhável utilizar papel específico para estas técnicas de grão médio ou grosso.
Tamanho do Papel
Atualmente há basicamente dois sistemas de padronização do tamanho do papel em vigor: o sistema internacional (A4 e derivados) adotado na maioria dos países, e os formatos adotados nos EUA e Canadá (como o Letter).
Tamanhos de papel da série A da norma ISO 216 (em milímetros):
TamanhosPapel

Fontes: http://tanianeiva.com.br/2009/11/13/papel-de-desenho/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tamanho_de_papel

domingo, 16 de março de 2014

Para refletir...

Primeiro dia de aula, o professor de 'Introdução ao Direito' entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila: 
- Qual é o seu nome? 
- Chamo-me Nelson, Senhor. 
- Saia de minha aula e não volte nunca mais! - gritou o desagradável professor. 
Nelson estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala. 
Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada. 
- Agora sim! - vamos começar . 
- Para que servem as leis? Perguntou o professor - Seguiam assustados ainda os alunos, porém pouco a pouco começaram a responder à sua pergunta: 
- Para que haja uma ordem em nossa sociedade. 
- Não! - respondia o professor. 
- Para cumpri-las. 
- Não! 
- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos. 
- Não!
- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?! 
- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota. 
- Até que enfim! É isso, para que haja justiça. 
E agora, para que serve a justiça? 
Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira. 
Porém, seguíamos respondendo: 
- Para salvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais? - perguntava o professor . 
- Para diferençar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem...
- Ok, não está mal porém respondam a esta pergunta: 
"Agi corretamente ao expulsar Nelson da sala de aula?"
Todos ficaram calados, ninguém respondia. 
- Quero uma resposta decidida e unânime! 
- Não! - responderam todos a uma só voz. 
- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça? 
- Sim!
- E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais! Vá buscar o Nelson - Disse. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período.

Aprenda: Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.
Primeiro dia de aula, o professor de 'Introdução ao Direito' entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
- Qual é o seu nome?
- Chamo-me Nelson, Senhor.
- Saia de minha aula e não volte nunca mais! - gritou o desagradável professor.
Nelson estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala.
Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada.
- Agora sim! - vamos começar .
- Para que servem as leis? Perguntou o professor - Seguiam assustados ainda os alunos, porém pouco a pouco começaram a responder à sua pergunta:
- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
- Não! - respondia o professor.
- Para cumpri-las.
- Não!
- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
- Não!
- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!
- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota.
- Até que enfim! É isso, para que haja justiça.
E agora, para que serve a justiça?
Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira.
Porém, seguíamos respondendo:
- Para salvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais? - perguntava o professor .
- Para diferençar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem...
- Ok, não está mal porém respondam a esta pergunta:
"Agi corretamente ao expulsar Nelson da sala de aula?"
Todos ficaram calados, ninguém respondia.
- Quero uma resposta decidida e unânime!
- Não! - responderam todos a uma só voz.
- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?
- Sim!
- E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais! Vá buscar o Nelson - Disse. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período.

Aprenda: Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.