sexta-feira, 23 de maio de 2014

8 ilusões de ótica impressionantes

Uma ilusão de ótica é, em termos leigos, uma imagem capaz de enganar o nosso cérebro pra parecer outra coisa. Em outras palavras, toda a informação que o olho recebe é processada de modo falho pelo cérebro, e as medidas e formatos acabam não batendo com a realidade. Confira a seguir 8 exemplos estonteantes desse fenômeno:

8. ILUSÃO DE JASTROW

Essa é uma ilusão descoberta pelo psicólogo americano Joseph Jastrow, em 1889. Na imagem, vemos a figura A e a figura B logo abaixo dela, que parece ser maior do que a primeira. Só que pasmem: elas são idênticas!
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7. BLIVET

O blivet, também conhecido como poiuyt, é uma figura indecifrável por ser um objeto cuja existência não bate com o nosso plano de realidade. Ela parece ter três canos cilíndricos em um lado, que misteriosamente perde um de seus componentes e se torna um retângulo no outro lado.
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6. EFEITO BEZOLD

Esse é um efeito de tonalidades, que ganhou esse nome por causa de um professor de meteorologia alemão chamado Wilheim von Bezold, que descobriu que uma cor pode parecer diferente dependendo das suas cores adjacentes. Nessa imagem, podemos ver que o vermelho parece mais claro quando cercado de tiras brancas, e mais escuro com as pretas, quando na verdade se trata da exata mesma cor.
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 5. ILUSÃO DA PAREDE DA CAFETERIA

Essa é uma ilusão de ótica descrita inicialmente pelo Dr. Richard Gregory, que observou o curioso efeito dos ladrilhos de uma lanchonete enquanto tomava seu café. Ela faz com que as linhas horizontais pareçam estar tortas, e é causada por uma camada de argamassa cercando cada ladrilho. No caso, o cinza da imagem.
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4. ILUSÃO DE EBBINGHAUS

A Ilusão de Ebbinghaus é uma ilusão de percepção relativa de tamanho. Na sua versão mais famosa, vemos dois círculos laranjas idênticos cercados por círculos azuis de tamanhos diferentes; o primeiro deles parece maior que o segundo.
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3. CUBO DE NECKER

Se trata de um desenho ambíguo. Basicamente, só as linhas de um cubo numa perspectiva isométrica, o que significa basicamente que as bordas paralelas do cubo são desenhadas como linhas paralelas. Quando duas linhas se cruzam, a imagem não especifica qual está na frente e qual está atrás, o que dá uma característica de ambiguidade à percepção. Isso se chama Percepção Multiestável.
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2. ILUSÃO DA SOMBRA DO XADREZ DE ADELSON

Essa imagem mostra o que parece ser um tabuleiro de xadrez preto e branco, com um cilindro que gera uma sombra em cima do tabuleiro. À primeira vista isso não parece nada demais, mas na verdade os quadrados brancos na sombra e os pretos fora da sombra são da exata mesma tonalidade. Pois é.
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1. ILUSÃO DE ZÖLLNER

Nessa figura, as linhas pretas parecem não ser paralelas. Só que são. A combinação de ângulos da imagem é a responsável por criar a impressão de que um lado é mais largo do que o outro. Bizarro, né?
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Fonte: http://www.macacovelho.com.br/8-ilusoes-de-otica-impressionantes/

Técnicas para chutar respostas em provas

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Quem nunca quis saber técnicas infalíveis para chutar respostas em provas do colégio, faculdade ou mesmo concurso? Pois é, elas existem! Chutar respostas é algo natural, basta fazer direito. Não adianta, por mais que você tenha se preparado, é comum ficar nervoso em horas decisivas, como em uma prova de concurso público. Nesse momento parece que nunca teve nada relacionado ao conteúdo em sua mente, não é mesmo? É então que desespero toma conta do candidato.
Então, veja bem, para esses momentos de dificuldades, o Macaco Velho enumera abaixo algumas dicas simples que, comprovadamente, auxiliarão quanto for preciso chutar respostas. Confira a lista, mas não deixe de estudar!

ELIMINAÇÃO

Essa é meio lógica, mas não custa reforçar. A primeira coisa é verificar se na questão existe alguma alternativa de resposta que lhe pareça absurda e, de cara, a eliminar. Isso aumenta em até 25% a probabilidade de acertar, em uma questão de 5 alternativas, por exemplo.

REPETIÇÃO

É preciso conferir se há ou não repetição (normalmente muito semelhantes) de respostas. Se sim, fique ligado porque essas alternativas tendem a estar corretas. Nesse caso, veja se há uma opção em que as palavras ou números repetidos estão reunidos:
A) Cachorro e Cavalo
B) Vaca e Gato
C) Gato e Cachorro
D) Gato e Macaco
E) Cachorro e Macaco
Note que as palavras Gato e Cachorro aparecem mais vezes em todas as alternativas, então provavelmente a resposta correta é a C, pois reúne as palavras mais citadas.

SEMELHANÇA

Alternativas parecidas ou próximas à resposta correta costumam aparecer aos montes em concurso. Se esse caso acontecer em sua prova, preste atenção, porque as alternativas que são muito semelhantes a outras provavelmente estarão corretas.
A) 10,8
B) 15,2
C) 15,5
D) 18,2
E) 20,5
Nesse caso a alternativa B é semelhante ou próxima da C, então provavelmente uma das duas é a correta.

GENERALIZAÇÃO

Nunca, jamais, sempre, completamente, incondicional, ninguém, todos, definitivamente e total são palavras que generalizam. Normalmente alternativas com esses termos têm maior probabilidade de estarem incorretas.

DISTRIBUIÇÃO

De forma geral, as provas são elaboradas de uma maneira sistematizada, para fazer com que as respostas corretas fiquem distribuídas igualmente, conforme a quantidade de alternativas e questões que existem no exame.
Assim, se são 50 questões, com 5 alternativas cada uma, é provável que tenha 10 alternativas A, 10 B, 10 C, 10 D e 10 E. Vale ressaltar que, embora não seja tão eficiente quanto as dicas anteriores, esse detalhe pode ajudar em alguns casos.

LETRA A

Em caso de chute, evite a letra “A”. Isso também não é um método que funcione sempre, mas há indícios de que os examinadores não gostam de facilitar a vida dos candidatos dessa maneira. Assim, é muito raro a resposta correta estar na primeira alternativa.

LETRA C

Esse também é um boato, mas que já funcionou algumas vezes. Há quem diga que os examinadores gostem mesmo é da letra “C”. Então, na dúvida, tente usar a dica 1 (Eliminação) e veja se essa alternativa pode se encaixar na questão.
O vídeo abaixo também trata sobre as mesmas questões. Assista e entenda melhor as dicas:

Fonte: http://www.macacovelho.com.br/tecnicas-para-chutar-respostas-em-provas/

Choques elétricos no cérebro podem melhorar suas notas

Cientistas descobriram uma técnica que parece ótima para melhorar as notas de pessoas de todas as idades no colégio ou faculdade. Uma nova pesquisa mostrou que estimular algumas partes do cérebro com pequenos choques elétricos pode impulsionar a aprendizagem e a capacidade de memória das pessoas.
A técnica, conhecida como estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC), tem sido utilizada para tratar a disfunção cognitiva em pacientes com lesão cerebral, acidente vascular cerebral e pessoas com dificuldades de aprendizagem.
No entanto, pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram que a técnica também pode ajudar a melhorar habilidades de adultos saudáveis. Uma série de experiências em voluntários saudáveis testou o quão bem eles solucionavam problemas de matemática e linguística antes e depois da ETCC.
Eletrodos foram amarrados às cabeças dos participantes fornecendo pequenas correntes elétricas para partes individuais do cérebro com rajadas de até 20 minutos.
Os resultados mostraram que o tratamento melhorou a tomada de decisões, a resolução de problemas de linguagem e matemática, a memória e a capacidade de atenção dos voluntários. Os efeitos positivos podem durar até um ano, de acordo com os pesquisadores.
É claro que isso não é nenhuma pílula mágica como as que você encontra em filmes de Hollywood – o tratamento não transforma ninguém em um Einstein em um dia. Ainda sim é necessário trabalhar duro. Mas o tratamento ajuda a você fazer isso melhorando seu desempenho.
Aparentemente não há efeitos secundários negativos com o tratamento, se ele for aplicado corretamente. Capaz de ser administrado através de dispositivos portáteis no valor de aproximadamente 1,4 mil reais, a pesquisa indica que o tratamento pode ser amplamente disponível no futuro para melhorar o desempenho acadêmico das pessoas, incluindo crianças em idade escolar.
No entanto, o médico Cohen Kadosh alertou que como a tecnologia é nova, não existem regras de treinamento ou licenciamento para ela, o que poderia levar ao mau uso por médicos não qualificados no tratamento, podendo causar dano cerebrais em pacientes.
Fonte:http://hypescience.com/choques-eletricos-no-cerebro-podem-melhorar-suas-notas/

Quer aprender matemática? Passe uma corrente elétrica pelo seu cérebro

Estamos falando sério! Não é um novo método de suicídio e sim uma nova técnica criada por cientistas de Oxford. Aparentemente, aplicar uma pequena corrente elétrica em uma área conhecida como lobo parietal aumentava a capacidade de voluntários de resolver problemas de matemática.
A esperança é que essa descoberta possa ajudar aquelas pessoas com discalculia – um distúrbio que faz com que as pessoas realmente não entendam o “funcionamento” dos números.Além disso, nem só as pessoas com discauculia sofrem com os números. Estima-se que uma em cada cinco pessoas tenha dificuldades mais leves com a matemática, o que compromete não só o rendimento escolar, mas também atividades diárias incluindo contas simples com dinheiro.
Neurocientistas acreditam que a atividade no lobo parietal compromete a habilidade com números e quando campos magnéticos eram usados para impedir a atividade elétrica nessa parte, as pessoas desenvolviam discalculia temporariamente. Então a suspeita foi que estimulando a atividade elétrica, seria mais fácil fazer cálculos e atividades matemáticas.
Então eles usaram uma corrente de um miliampere para estimular a atividade cerebral em estudantes voluntários. A corrente não pode ser sentida e não causa efeito em outras funções cerebrais. Os voluntários realmente conseguiram resolver atividades lógicas e matemáticas mais rápido quando expostos a essa pequena corrente.
E, melhor ainda, os efeitos não eram imediatos – mesmo seis meses depois de terem sido expostos à corrente, os estudantes ainda se saíam melhor em atividades matemáticas do que antes de passarem pelo tratamento.
Mais testes serão feitos e logo o tratamento poderá estar disponível. Mas leitor, os estudos foram conduzidos por cientistas, então, apesar de ser óbvio, julgamos ser necessário deixar o seguinte recado: não tente isso em casa!

Fonte: http://hypescience.com/quer-aprender-matematica-passe-uma-corrente-eletrica-pelo-seu-cerebro/

Ex-sanduicheiro do Subway impressiona com descoberta matemática

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Um completo desconhecido no mundo da matemática fez uma descoberta revolucionária que ajudará a entender melhor os números.
Basicamente, um cara que uma vez se esforçou para encontrar um emprego e teve que trabalhar na rede fast food Subway está ajudando gênios matemáticos a entenderem a conjectura dos números primos gêmeos, um dos problemas mais antigos da matemática.
Yitang Zhang, o misterioso cara por trás da descoberta, não é um “zé ninguém”. Ele obteve doutorado em 1992 pela Universidade de Purdue e agora é professor da Universidade de New Hampshire. Mas antes de seu relatório ser publicado, ele era um completo desconhecido na área. Depois que ele conseguiu seu doutorado, passou muitos anos como contador e trabalhou no Subway porque não conseguia arrumar um emprego acadêmico.
Andrew Granville, um teórico dos números, disse: “Basicamente, ninguém o conhece. Agora, de repente, ele tem se mostrado um dos grandes nomes da história da teoria dos números”.
O que Zhang fez é impressionante porque muitos teóricos matemáticos pensavam que o problema dos números primos gêmeos era algo que ninguém nunca iria resolver.
Zhang apresentou seu estudo a uma grande revista científica, “Annals of Mathematics”, e, quando os editores analisaram o artigo, perceberam que ele era um gênio. Disseram ainda que Zhang provou “um teorema marco na distribuição dos números primos”. Segundo a Fundação Simons, a explicação de Zhang possui uma clareza cristalina e um controle total da situação atual do tema, e seu trabalho é, evidentemente, um trabalho sério.[Gizmodo]
Como disse o Cesar Grossmann:
Números primos gêmeos (ou números gêmeos primos) são números primos em que a diferença entre eles é 2. Por exemplo, 3 e 5, 5 e 7, 11 e 13. A conjectura sobre eles diz que existem infinitos pares de números gêmeos (p, p+2) que são gêmeos primos.

Fonte: http://hypescience.com/ex-funcionario-do-subway-faz-descoberta-inovadora-na-matematica/

Após sofrer lesões cerebrais, mulher descobre que virou uma excelente desenhista

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A inglesa Pip Taylor nunca desenhou bem. Tanto que, na época de colégio, sugeriram que ela desistisse de uma futura carreira artística. A história mudou completamente quando, aos 49 anos, ela sofreu graves lesões no cérebro caindo de uma escada. Um acidente triste, com um resultado inesperado: durante a recuperação, Pip descobriu que tinha virado uma excelente desenhista.
Durante os seis meses de recolhimento, Pip comprou um lápis 2B e um bloco de desenho para fazer rabiscos e ajudar o tempo a passar mais rápido. Mas o que era pra ser bonecos de palitinhos se mostraram desenhos de fazer cair o queixo. “Eu senti que começou a fluir muito naturalmente, de um jeito que nunca havia sido antes. Comecei a perceber que eu tinha uma habilidade real em copiar coisas com precisão”, ela conta.
De acordo com Luke Griggs, porta-voz da Headway, associação que trabalha na recuperação de pessoas que sofreram lesões cerebrais, os efeitos desses traumas podem ser devastadores, mas com a ajuda correta, no tempo certo, pode haver vida depois das lesões.
“Embora cada parte do nosso cérebro seja responsável por uma área diferente, todas as partes estão interligadas. A inibição de uma parte depois da lesão pode levar ao aumento da atividade em outras áreas cerebrais. Isso pode resultar em efeitos surpreendentes e inesperados. É muito difícil apontar as razões exatas por trás da fabulosa habilidade artística recém-descoberta de Pip, mas estamos muito satisfeitos que ela esteja desfrutando de seu novo hobby”, explica Griggs.
Habilidade de Pip antes do acidente
Habilidade de Pip antes do acidente
Habilidade de Pip depois do acidente
Habilidade de Pip depois do acidente
É possível que o acidente seja responsável pelo talento de Pip. Também é possível que ela apenas tenha melhorado sua habilidade ao longo do tempo. Mas, como a própria artista admitiu, fazia muito tempo desde que ela havia rabiscado algo antes do acidente. Já é comprovado que lesões cerebrais podem mudar pessoas das mais variadas formas – influenciando até na personalidade. Por isso, não é difícil acreditar que o acidente realmente foi a causa de um talento admirável.
Fonte: http://hypescience.com/apos-sofrer-lesoes-cerebrais-mulher-descobre-que-virou-uma-excelente-desenhista/

Após sofrer lesões cerebrais, mulher descobre que virou uma excelente desenhista

Traumatismo craniano liberta gênio musical

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Derek Amato estava de pé na parte rasa de uma piscina e pediu a um amigo para jogá-lo uma bola de futebol americano. Em seguida, lançou-se no ar, com os braços estendidos. Ele imaginou que poderia agarrar a bola e mergulhar com ela na água da piscina.
Grave erro de cálculo. O plano não deu certo – sua cabeça bateu no chão de concreto da piscina com tamanha força que o barulho pareceu o de uma explosão.
Na beira da piscina, Amato desmaiou nos braços de seus amigos, Bill Peterson e Rick Sturm. Era 2006 e o treinador de vendas de 39 anos estava visitando sua cidade natal de Sioux Falls, no estado de Dakota do Sul, EUA.
Enquanto seus dois amigos do ensino médio dirigiam Amato para a casa de sua mãe, ele entrava e saía do estado de consciência, insistindo que era um jogador de beisebol profissional atrasado para o treinamento em Phoenix.
A mãe de Amato o levou às pressas para o pronto-socorro, onde os médicos diagnosticaram Amato com uma concussão grave. Eles o mandaram para casa, com instruções de ser acordado uma vez a cada poucas horas.
Semanas depois do impacto, o trauma na cabeça de Amato tornou-se evidente: 35% de perda de audição em um ouvido, dores de cabeça, perda de memória. Mas a consequência mais dramática apareceu apenas quatro dias após o acidente.
Amato acordou após um sono quase contínuo e se dirigiu até a casa de seu amigo Sturm. Enquanto eles conversavam no estúdio de música improvisado de Sturm, Amato viu um teclado elétrico em um canto.
Sem pensar, ele se levantou da cadeira e sentou-se na frente do instrumento musical. Ele nunca tinha tocado piano ou algo parecido – e nunca teve a menor inclinação para isso. Naquele momento, porém, seus dedos pareciam encontrar as teclas por instinto e, para seu espanto, continuavam tocando uma melodia que fazia muito sentido.
Amato tocava rapidamente, lentamente, com acordes ricos, como alguém que se dedicasse ao piano desde criança. Quando Amato finalmente olhou para cima, os olhos de Sturm estavam cheios de lágrimas.
O acidente à beira da piscina deixou Derek Amato com uma concussão grave e uma capacidade surpreendente de tocar piano. Uma teoria é que o cérebro dele se reorganizou após o acontecimento, tornando acessíveis suas memórias de música já existentes.
Outra hipótese levantada é a de que o cérebro dele já não filtra a entrada de estímulos sensoriais, permitindo-lhe ouvir as notas individualmente, em vez das melodias.
Amato tocou teclado por seis horas, saindo da casa de Sturm na manhã seguinte com um inabalável sentimento de admiração pelo que tinha acabado de acontecer. Ele procurou na internet por uma explicação, e o resultado de sua busca o surpreendeu.
Ele leu sobre Tony Cicoria, um cirurgião ortopédico em Nova York, EUA, que foi atingido por um raio enquanto falava com a mãe de uma cabine telefônica. Cicoria, desde então, se tornou obcecado com piano clássico e aprendeu sozinho a tocar e compor música.
Depois de ser atingido na cabeça com uma bola de beisebol com 10 anos, Orlando Serrell se tornou capaz de dizer o dia da semana de qualquer data do ano. Uma queda feia aos três anos de idade deixou Alonzo Clemons com comprometimento cognitivo permanente e com um talento incrível para esculpir réplicas de animais.
Finalmente, Amato encontrou o nome de Darold Treffert, um reconhecido especialista mundial em Síndrome de Savant, uma condição em que os indivíduos que normalmente são deficientes mentais demonstram habilidades notáveis. Amato lhe mandou um e-mail e logo obteve as respostas pelas quais tanto procurava. Treffert, agora aposentado da Faculdade de Medicina da Universidade de Wisconsin, EUA, diagnosticou Amato com “Síndrome de Savant Adquirida”.
Nos cerca de 30 casos conhecidos, a história se repete: pessoas comuns sofrem um traumatismo cerebral e, de repente, desenvolvem novas habilidades quase sobre-humanas: desenvoltura artística, domínio matemático, memória fotográfica, etc.
Um outro caso de Síndrome de Savant Adquirida, um estudante de ensino médio brutalmente espancado por assaltantes, é a única pessoa conhecida no mundo capaz de desenhar padrões geométricos complexos chamados de fractais. Ele também afirma ter descoberto um erro no número matemático pi.
Um acidente vascular cerebral transformou um quiroprático mediano em um famoso artista visual, cujo trabalho já apareceu em publicações como The New Yorker e em exposições em galerias de arte, e é vendido por milhares de dólares.
As causas neurológicas da Síndrome de Savant Adquirida ainda são mal compreendidas. Mas a internet tornou mais fácil para pessoas como Amato se conectarem com pesquisadores que estudam a condição médica. Técnicas de imagens cerebrais melhoradas também permitiram que os cientistas investigassem os mecanismos neurais que desempenham algum papel nesse processo único.
Alguns pesquisadores até começaram a elaborar experimentos ousados que visam investigar uma possibilidade intrigante: a genialidade está em todos nós, apenas esperando para ser liberada. Quem sabe? 

Fonte: http://hypescience.com/traumatismo-craniano-liberta-genio-musical/

Tubarões usam matemática para caçar

Quando um tubarão avista um saboroso par de pernas humanas nadando a sua frente ele segue o seu almoço. Mas quando não há nada que sua visão ou que seu olfato alcance, como ele procura comida?
Um novo estudo mostra que algumas espécies de tubarões seguem estratégias matemáticas para encontrar suas presas. Teoricamente, os animais se moveriam em um padrão, chamado de “caminhada Levy”.
Basicamente, ao contrário de outros animais, os movimentos dos tubarões são muito precisos e, se você desenhar o percurso que o peixão faz em linhas simples, o resultado será um fractal (um fenômeno matemático no qual os padrões permanecem não importa a escala em que são feitos, como a figura abaixo):
Por muito tempo biólogos acharam que os tubarões e o resto dos animais se moviam de forma aleatória, encontrando comida no caminho por “acidente”. Agora pesquisadores afirmam que predadores marinhos como tubarões (algumas espécies), atum e peixes-espada, possuem esse padrão em seu percurso.
Os cientistas descobriram isso analisando animais com rastreadores durante 5700 dias e depois “desenhando” o padrão dos bichos, perceberam que os resultados eram fractais. Essa maneira de “procurar” alimento pode ser a resposta de porque os tubarões se não evoluíram tanto quanto outros animais no último ano – basicamente, eles não precisaram.
Resta saber se esse comportamento provém de reflexão ou é puramente instintivo.

Fonte: http://hypescience.com/tubaroes-usam-matematica-para-cacar/

A única habilidade matemática necessária para ter sucesso na vida profissional

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De acordo com um novo estudo da Universidade de Missouri (EUA), a chave para melhorar a força de trabalho do mercado atual pode estar nas aulas de matemática das escolas de ensino fundamental.
David Geary, principal autor do estudo, explica que a falta de uma habilidade matemática específica ensinada na primeira série está correlacionada com baixo desempenho em uma prova de matemática da sétima série, usada para determinar a empregabilidade e os salários em adultos.

O estudo

A pesquisa fez uma conexão entre psicologia infantil e economia do trabalho, a fim de examinar as raízes da escassez de trabalhadores matematicamente proficientes nos EUA – dados nacionais apontam que um em cada cinco adultos americanos não tem a competência matemática esperada de um aluno do oitavo ano.
180 estudantes com 13 anos de idade participaram do estudo. Eles haviam sido avaliados quanto à memória, inteligência, cognição matemática, atenção e realizações profissionais todos os anos desde o jardim de infância. Todos esses fatores foram controlados na análise das pontuações nos testes de empregabilidade administrados na sétima série. Diferenças demográficas também foram contabilizadas.
Os pesquisadores identificaram a habilidade matemática conhecida como “conhecimento do sistema numérico”, que é a capacidade de conceituar um numeral como um símbolo para uma quantidade e entender as relações sistemáticas entre números, como fundamental na carreira profissional futura.
Existem diversos sistemas de numeração. Por exemplo, para crianças mais novas, é comum o ensino do sistema de numeração decimal, através de atividades focadas em comparar números, registrar quantidades ou realizar operações com o número 10. Uma forma de analisar esse conhecimento em alunos da 1ª a 3ª série, por exemplo, seria usar frases para que eles completem com números usando raciocínio, como “Hoje é segunda-feira e Lucas vai ganhar um presente daqui a ____ dias, na sexta-feira desta semana”.
Segundo os cientistas, ter este conhecimento no início do primeiro grau previu a melhor capacidade funcional matemática na adolescência.
Já a habilidade de resolver problemas de matemática não se correlacionou com a capacidade dos alunos mais tarde. Os alunos que começaram atrás nesta habilidade foram capazes de alcançar os mais avançados, enquanto que os alunos que estavam atrás no conhecimento do sistema numérico continuaram atrás de seus colegas.
Geary explica que um déficit de conhecimento do sistema numérico no início da aprendizagem cria uma base fraca para a aprendizagem posterior, o que pode levar a uma vida toda de problemas, não se limitando apenas a oportunidades de emprego reduzidas.
“Má compreensão de conceitos matemáticos pode tornar uma pessoa presa fácil para credores predatórios”, disse Geary. “Alfabetização numérica também contribui com a poupança em grandes compras e gestão de hipotecas e cartões de crédito, por exemplo”.
Os pesquisadores acreditam que programas de intervenção destinados a superar essa deficiência matemática precoce podem ajudar os alunos a conseguirem melhores empregos mais tarde, bem como fazer escolhas econômicas mais sábias e melhorar a força de trabalho futura geral dos EUA.
“Isolamos uma habilidade específica que tem importância real na empregabilidade e observamos como essa habilidade se relacionava ao grau de desempenho matemático da escola”, disse Geary. “Ao identificar essa habilidade numérica específica, podemos concentrar os esforços de educação em ajudar os estudantes com deficiência já na pré-escola e, assim, dar-lhes uma melhor chance de sucesso da carreira na vida adulta”.
Fonte: hypescience.com

Se até formigas fazem contas porque você reclama que matemática é difícil?


Neste vídeo o professor de matemática Rafael Procopio explica detalhadamente, usando um infográfico da Veja, como é que cientistas descobriram que as formigas da espécie Formica polyctena sabem fazer contas de soma e subtração.
A conclusão de que elas fazem contas é muito interessante, mas o que me chamou ainda mais a atenção é que não sabemos como esta formiga transmite as informações de onde está a comida para suas colegas já que ficou claro que não pode ser rastro de ferormônios, já que os pesquisadores trocaram o “corredor” por onde elas andavam.

Fonte: http://hypescience.com/se-ate-formigas-fazem-contas-porque-voce-reclama-que-matematica-e-dificil/

Existe um gênio dentro de cada um de nós


A nova ciência sugere que a fonte de habilidades é muito mais interessante e improvisada do que inata. Frases como “atleta nato” e “inteligência natural”, que há tempos haviam concluído que o talento é uma coisa genética que nasce com a pessoa, estão por fora.
Acontece que tudo o que somos é um processo de desenvolvimento, e isso inclui o que nós recebemos de nossos genes. Um século atrás, os geneticistas viam os genes como “fixos”, sempre proferindo as mesmas linhas exatamente da mesma maneira. Nos últimos anos, porém, os cientistas acrescentaram uma atualização no seu entendimento da hereditariedade.
Agora, os pesquisadores sabem que os genes interagem com o meio ao seu redor, se “ligando e desligando” o tempo todo. Os mesmos genes têm efeitos diferentes dependendo até de com quem eles estão falando.
Não há gene que funcione independente dos fatores ambientais, e vice versa. Um traço de personalidade só surge da interação entre genes e ambiente. Isso significa que tudo sobre nós – nossa personalidade, nossa inteligência, nossa capacidade – é na verdade determinado pela vida que levamos.
Cada animal começa a sua vida com a capacidade de se desenvolver em uma série de maneiras distintas. O que você vai desenvolver se dá e é selecionado pelo ambiente no qual está crescendo.
Mas os genes certamente importam. Somos todos diferentes e temos potenciais diferentes. Por exemplo, não há qualquer possibilidade de alguém ser o Cristiano Ronaldo. Apenas o Cristiano Ronaldo criança tem a chance de ser o Cristiano Ronaldo que conhecemos hoje. Mas também temos que entender que ele poderia ter virado uma pessoa muito diferente, com diferentes habilidades. Sua magnificência no futebol não foi esculpida em pedra genética.
A noção de um QI fixo é outra que está mudando. Pesquisadores de talento e cientistas concordam que a inteligência representa um conjunto de competências em desenvolvimento.
Grandes acadêmicos não nascem mais inteligentes do que os outros, mas se esforçam mais e desenvolvem mais auto-disciplina. Além disso, os escores de QI têm aumentado ao longo do século, o que pode ser devido ao aumento da sofisticação cultural. Em outras palavras, todos nós temos ficado mais espertos porque nossa cultura nos aguçou.
Ainda mais profundamente, pesquisadores concluíram que os alunos que entendem que a inteligência é maleável ao invés de fixa são muito mais intelectualmente ambiciosos e bem sucedidos.
O mesmo se aplica ao talento. Isso explica por que os melhores corredores, nadadores, ciclistas, jogadores de xadrez e violinistas de hoje são muito mais hábeis do que em gerações anteriores. Todas essas habilidades são dependentes de um processo lento e gradual que várias micro-culturas descobriram como melhorar.
Até recentemente, a natureza dessa melhora era meramente intuitiva. Mas nos últimos anos, todo um novo campo de “estudos de especialização” tem entendido cada vez melhor como as diferentes atitudes, estilos e tipos de ensino e prática de exercício levam as pessoas ao longo de caminhos muito diferentes.
Seria uma loucura sugerir que qualquer pessoa pode literalmente fazer ou ser qualquer coisa. Mas a nova ciência diz que é igualmente tolo pensar que a maioria de nós está condenada a mediocridade.
Nossas habilidades não são definidas pela genética. Elas são moldáveis. Com humildade, esperança e determinação, a grandeza é algo que qualquer pessoa pode aspirar. 

Fonte: http://hypescience.com/existe-um-genio-dentro-de-cada-um-de-nos/

Os problemas de matemática que valem 1 milhão de dólares



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Com tanta tecnologia e calculadoras que parecem ter respostas para qualquer questão que envolva números, é até difícil acreditar que existam problemas de matemática que permanecem sem solução.
Para incentivar novas descobertas, o Clay Mathematics Institute (Instituto Clay de Matemática) ofereceu o prêmio de um milhão de dólares (cerca de R$ 2,35 mi) para quem resolver um dos seis Problemas do Prêmio Millenium sem resposta – apenas um matemático chegou ao resultado de um deles até agora.
O instituto norte-americano apresentou pela primeira vez os Problemas do Prêmio Millenium, que consistiam em sete problemas matemáticos difíceis sem solução, no ano 2000. O objetivo do desafio é mostrar ao público que a matemática ainda é um campo aberto, com muitos problemas não resolvidos, e reconhecer as realizações matemáticas já realizadas.
O único matemático que solucionou um dos problemas até o momento foi o russo Grigori Perelman, que encontrou a resposta de uma hipótese intitulada Conjectura de Poincaré. Em 2003, ele publicou uma série de artigos explicando a resolução do problema e, após análises cuidadosas, ele foi agraciado com o prêmio milionário – mas, para a surpresa de todos, ele recusou o prêmio e a Medalha Field, em 2006 – o mais alto prêmio da área, considerado o Nobel de Matemática.

Problemas não solucionados

Se você é apaixonado por matemática (e gênio) e quiser ficar milionário, ainda existem seis problemas esperando por solução. Eles envolvem uma gama de subcampos do mundo matemático.
hipótese de Riemann envolve uma pergunta sobre números primos, levantada pelo matemático alemão Bernhard Riemann em 1859. Há mais de 150 anos sem solução, nem é preciso dizer que se trata de uma questão complexa.
O “P versus NP” é bem mais atual, um problema ligado à ciência da computação. Um problema NP é aquele com uma resposta fácil de verificar, e um problema P é um cuja resposta é fácil de encontrar. A questão é se existe ou não um problema que é fácil para um computador verificar, mas incrivelmente difícil para ele resolver.
Os outros problemas sem solução são a conjectura de Hodge, de geometria algébrica; a existência de Yang-Mills e a falha na massa, que envolve teoria quântica de campos; a existência e suavidade de Navier-Stokes, sobre mecânica de fluidos e a conjectura de Birch e Swinnerton-Dyer, que foi enunciada em 1965 e permanece sem solução.

Fonte: http://hypescience.com/problemas-matematica/

Grandes mestres do xadrez usam o dobro da capacidade cerebral


Segundo pesquisas recentes, os grandes mestres enxadristas conseguem usar o dobro da capacidade do cérebro, comparados a uma pessoa normal – pelo menos para resolver problemas relacionados ao jogo.
De acordo com cientistas, eles usam as duas partes do cérebro na hora de jogar xadrez, ao contrário de jogadores amadores, que usam apenas um lado do órgão.
Merim Bilalic da Universidade de Tübingen, na Alemanha, usou aparelhos de ressonância magnética para analisar os cérebros de oito enxadristas profissionais e de oito jogadores amadores enquanto eles se concentravam em uma partida de xadrez. Os experts, que eram mais rápidos em resolver os problemas do xadrez, usavam os dois lados do cérebro, enquanto os amadores usavam apenas o lado esquerdo.
Bilalic diz que esperava descobrir que os jogadores profissionais apenas usassem uma versão mais rápida dos mesmos mecanismos cerebrais que as outras pessoas usavam. Mas as imagens dos cérebros revelaram que eles usavam a outra metade do cérebro para analisar outras coisas enquanto se concentravam em um problema principal.
Mas isso não ocorria quando os experts resolviam outro tipo de problema, sugerindo que essa capacidade “a mais” dos enxadristas é limitada apenas a habilidades treinadas.

Fonte: http://hypescience.com/grandes-mestres-do-xadrez-usam-o-dobro-da-capacidade-cerebral/

Mulheres vão melhor em testes de matemática se falsificam seu nome

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Há um mito extremamente prejudicial que diz que as mulheres não são tão boas em matemática quanto os homens.
Isso não é verdade. Diversos estudos já mostraram que elas são tão boas quanto eles na matéria. Algumas pesquisas foram além e mostraram que as professoras podem “passar adiante” um medo de matemática a suas alunas, enquanto outras concluíram que os professores têm um viés de gênero – claramente tendem a classificar meninas com habilidades matemáticas inferiores aos alunos, mesmo quando as notas e resultados de seus testes são comparáveis aos dos meninos.
Na prática, isso significa que a sociedade é que está fazendo parecer que meninas são ruins de conta – ou, pior, fazendo-as fracassar ao lembrá-las constantemente deste estereótipo, o que tem um efeito negativo sobre o seu desempenho.
Agora, uma nova pesquisa realizada por Shen Zhang mostrou que as mulheres têm um desempenho melhor nos testes de matemática quando colocam um nome diferente do seu no exame – e isso acontece independentemente de usarem um nome masculino ou feminino.
Zhang recrutou 110 mulheres e 72 homens – todos graduandos – e pediu que respondessem 30 questões de múltipla escolha de matemática. Antes do teste, em um esforço para incutir a ameaça do estereótipo, todos os participantes foram informados de que os homens geralmente superam as mulheres em matemática.
Alguns dos voluntários foram orientados a escrever o teste com o seu nome real, e outros foram orientados a realizar o teste com um de quatro nomes: Jacob Tyler, Scott Lyons (nomes masculinos), Jessica Peterson ou Kaitlyn Woods (nomes femininos).
Ao usar seus nomes reais, os homens superaram as mulheres. No entanto, as mulheres que assumiram outro nome, fosse masculino ou feminino, tiveram um desempenho melhor do que as mulheres que não fizeram isso. E o mais importante, se saíram tão bem quanto os homens.
Os pesquisadores acreditam que usar o nome de outra pessoa “anula” a ameaça de autorreputação – o medo que algumas mulheres têm de ir mal quando estão preocupadas de que serão tomadas como prova de um estereótipo. Retirar esta pressão parece aliviar o medo e a distração.
“Estes resultados sugerem que o desempenho deficiente em matemática das mulheres é muitas vezes devido à ameaça de confirmar um estereótipo negativo como sendo verdadeiro para si mesmo”, concluem os cientistas.
Eles recomendam o uso de procedimentos de identificação sem nome em testes acadêmicos, bem como estratégias de enfrentamento que “permitem aos indivíduos estigmatizados desconectar sua pessoa de uma situação de risco”, o que eles dizem que vai “desarmar” estereótipos negativos.
Ou – veja que ideia louca – podemos simplesmente parar de dizer às mulheres que elas são ruins em matemática, quando isso não é verdade.

Fonte: hypescience.com