sexta-feira, 23 de maio de 2014

Mulheres vão melhor em testes de matemática se falsificam seu nome

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Há um mito extremamente prejudicial que diz que as mulheres não são tão boas em matemática quanto os homens.
Isso não é verdade. Diversos estudos já mostraram que elas são tão boas quanto eles na matéria. Algumas pesquisas foram além e mostraram que as professoras podem “passar adiante” um medo de matemática a suas alunas, enquanto outras concluíram que os professores têm um viés de gênero – claramente tendem a classificar meninas com habilidades matemáticas inferiores aos alunos, mesmo quando as notas e resultados de seus testes são comparáveis aos dos meninos.
Na prática, isso significa que a sociedade é que está fazendo parecer que meninas são ruins de conta – ou, pior, fazendo-as fracassar ao lembrá-las constantemente deste estereótipo, o que tem um efeito negativo sobre o seu desempenho.
Agora, uma nova pesquisa realizada por Shen Zhang mostrou que as mulheres têm um desempenho melhor nos testes de matemática quando colocam um nome diferente do seu no exame – e isso acontece independentemente de usarem um nome masculino ou feminino.
Zhang recrutou 110 mulheres e 72 homens – todos graduandos – e pediu que respondessem 30 questões de múltipla escolha de matemática. Antes do teste, em um esforço para incutir a ameaça do estereótipo, todos os participantes foram informados de que os homens geralmente superam as mulheres em matemática.
Alguns dos voluntários foram orientados a escrever o teste com o seu nome real, e outros foram orientados a realizar o teste com um de quatro nomes: Jacob Tyler, Scott Lyons (nomes masculinos), Jessica Peterson ou Kaitlyn Woods (nomes femininos).
Ao usar seus nomes reais, os homens superaram as mulheres. No entanto, as mulheres que assumiram outro nome, fosse masculino ou feminino, tiveram um desempenho melhor do que as mulheres que não fizeram isso. E o mais importante, se saíram tão bem quanto os homens.
Os pesquisadores acreditam que usar o nome de outra pessoa “anula” a ameaça de autorreputação – o medo que algumas mulheres têm de ir mal quando estão preocupadas de que serão tomadas como prova de um estereótipo. Retirar esta pressão parece aliviar o medo e a distração.
“Estes resultados sugerem que o desempenho deficiente em matemática das mulheres é muitas vezes devido à ameaça de confirmar um estereótipo negativo como sendo verdadeiro para si mesmo”, concluem os cientistas.
Eles recomendam o uso de procedimentos de identificação sem nome em testes acadêmicos, bem como estratégias de enfrentamento que “permitem aos indivíduos estigmatizados desconectar sua pessoa de uma situação de risco”, o que eles dizem que vai “desarmar” estereótipos negativos.
Ou – veja que ideia louca – podemos simplesmente parar de dizer às mulheres que elas são ruins em matemática, quando isso não é verdade.

Fonte: hypescience.com

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